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sexta-feira, 22 de março de 2013

NÃO TEM CONVERSA. TEM POLÍCIA DE CHOQUE QUE CERCA MUSEU DO ÍNDIO NO RIO...





Não tem conversa, tem policia, tem repressão, é assim que os governos em nosso país, resolvem seus imbróglios com a sociedade organizada.  Policiais do Batalhão de Choque cercam desde a madrugada o prédio do antigo Museu do Índio, ao lado do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. O imóvel deverá ser desocupado ainda hoje (22), por ordem da Justiça Federal, a pedido do governo do estado do Rio de Janeiro, que deseja reformar o local para receber o Museu Olímpico. Cerca de 50 policiais chegaram por volta das 3h e isolaram o prédio, impedindo a entrada de manifestantes e de jornalistas. Os policiais militares usaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar as pessoas que estão do lado de fora. Um grupo de manifestantes sentou-se no meio da Avenida Radial Oeste, uma das principais da cidade, que liga a zona norte ao centro. O clima é tenso no local, à espera do oficial de Justiça que deverá trazer a ordem de imissão de posse. Do lado de dentro do museu, índios que ocupam o prédio desde 2006 seguram arcos e flechas e prometem resistir e permanecer no local. Entre os indígenas, há mulheres, idosos e crianças.

ENTENDA MAIS O CASO....
Construído no século 19, o prédio abrigou o Serviço de Proteção ao Índio, comandado pelo marechal Candido Rondon, e depois foi transformado em Museu do Índio, tendo entre seus diretores o antropólogo Darcy Ribeiro. Os indígenas desejam que o local abrigue um centro cultural. O governo do Rio se comprometeu a construir, até o final de 2014, um centro de referência indígena no terreno onde atualmente está a estrutura desativada do Presídio Evaristo de Moraes, conhecido como Galpão da Quinta, no parque da Quinta da Boa Vista. Outra alternativa seria construir o centro em Jacarepaguá, na zona oeste, em uma área verde onde funcionou a colônia de hansenianos de Curupaiti. As duas possibilidades foram apresentadas ontem (21) a representantes dos índios que ocupam o prédio do antigo museu. Os líderes indígenas rejeitaram a proposta de construir o centro cultural em outro local. E tudo porque estas propostas só chegam, depois que o dialogo esta de fato desgastado. Se houvesse antes uma negociação, uma conversa aberta, e colocando as opções com segurança, a está comunidade, com certeza não chegaríamos a está situação vergonhosa....

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